Birras

“Minha filha faz birra todos os dias na hora de se vestir para ir à escola”. Quem diz isso é o pai de uma menina de três anos de idade.

Ocorre que ela é deixada diante do guarda roupas para decidir entre dezenas de peças o que vai usar. Aos três anos de idade isso é muito difícil!

O processo de escolha tem que caminhar de acordo com o que a criança aguenta.

Os pais podem ajudar limitando o campo de escolha. Por exemplo, diante de uma vitrine com vinte sabores de sorvete, perguntar: você quer de chocolate ou morango? A pergunta do adulto é uma referência que “limita” o campo. O mesmo vale na loja de brinquedos, na banca de jornal, etc… Outra possibilidade é combinar com antecedência: “hoje no supermercado você vai poder escolher um biscoito”.

As birras mais ‘espetaculares’ acontecem quando a criança vive uma frustração, não se conforma e entra em agitação desesperada. Configuram a expressão corporal do descontrole, do “não sei mais como fazer”. São momentos de sofrimento psíquico para a criança e de desafio para os pais que muitas vezes ficam embaraçados e, também sem saber o que fazer, perdem a paciência.

Uma mãe nos contou que enfrenta a crise se acalmando, dizendo para a filha que ela também deve se acalmar e, na medida do possível, envolve-a com os braços, segura.

São justamente momentos nos quais a criança necessita de tolerância e ajuda para encontrar uma saída…

Marcia Arantes e Helena Grinover

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