Comparações entre irmãos

comparação3‘Ela é mais alta que a irmã’ , diz a mãe para uma amiga. A filhinha, que escutava a conversa, acrescenta:’ É, eu sou a mais alta! A Aninha é baixinha!’

Comparações são comuns no seio das famílias. Um traço lembra o tio, um jeito é  do avô, esse é mais esperto, é mais agitado que a irmã, gosta de ler como a mãe, e por aí a fora…

São maneiras usadas para inserir alguém na família, reconhecer a pertinência ao grupo, a origem. Colaboram na criação das identidades por meio do que é ‘igual’, e do que é ‘diferente’.

No entanto, é importante que os adultos também deixem espaço para que a criança seja apenas parecida ou diferente dela mesma. Insistir e fixar comparações pode dificultar a mobilidade necessária para experimentar, mudar, ser espontânea e aprisiona naquilo que ela sempre ouve dizerem a seu respeito. É interessante que os educadores possam intervir nestas situações, interrompendo as repetições definitórias.

Quando a menina do nosso exemplo afirma ‘ser a mais alta’ atribui a si uma vantagem absoluta, como se fosse a melhor, e imediatamente transforma a irmã em ‘baixinha’, no diminutivo. Ser alta ou baixa não define ninguém, não estabelece sua maneira de se colocar no mundo ou sua capacidade de realização pessoal.

Marcia Arantes e Helena Grinover

http://www.marciarantes.com

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s