Chupeta para os pais?

chupeta1Augusto é um menininho de cerca de um ano e meio.  Quando a mãe o retirou do tanque de areia onde se encontrava totalmente mergulhado na brincadeira, abriu o maior berreiro. Ficou vermelho de raiva. Ela imediatamente enfiou-lhe a chupeta na boca, calando o choro e, aparentemente, fazendo desaparecer a frustração.

A chupeta não é um objeto bom ou ruim em si mesmo, mas ela tem, sem dúvida, uma função na vida emocional da criança.

No episódio que relatamos, a mãe, precisava interromper o prazer do filho, ficou aflita com o sofrimento dele. O que fez foi utilizar a chupeta para transformar a raiva e o choro em uma calmaria sonolenta.

Entretanto, para que a criança consiga ultrapassar e resolver por si mesma momentos como esse,  é importante dar-lhe um tempo para se reequilibrar, sem a anestesia imediata. Pensamos, por exemplo, que o atual uso excessivo de drogas, lícitas ou ilícitas, e a ingestão incontrolada de alimentos, estão relacionados à falta de experiência de suportar uma insatisfação.

Por outro lado, há momentos de crescente inquietação, desespero ou insônia em que a chupeta pode vir a auxiliar na busca da tranquilidade necessária.

O desafio é procurar um critério adequado a cada criança nas diferentes situações, sem que pais e filhos se viciem na solução “chupeta”.

Helena Grinover e Marcia Arantes

F:(11)30343065

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